segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Especial



Marina


  -Eu odeio você!
  Harry abaixou bem a tempo de não levar uma "copada" na cabeça. A menina à sua frente estava com raiva, como uma leoa faminta que foi roubada por um tigre. Não que alguém da família se importasse, sempre foi assim. Primos de 2° grau que sempre se odiaram. Ele sempre pegava suas bonecas e arrancava os membros. Ela pegava todos os seus pôsteres, de qualquer banda, e colocava vários corações e frases do tipo " Um dia vou ser como ele. Mas antes, tenho que virar homem." Marina nunca foi do tipo fácil. Harry nunca foi do tipo que arreda o pé. É clichê, mas fazer o que? Essa é a vida real.
  Naquela noite porém, a família inteira estava furiosa. Tio Marcus quase foi atingido pelo copo de vidro que se espatifou na parede a uns 3 centímetros de sua cabeça.  Márcia e Ane estavam furiosas com a atitude dos filhos. Nem mesmo na ação de graças essas "crianças" davam um descanso.  Foram mandados, aos gritos, dois segundos depois para o quarto, para pensarem em seus atos. 
  Seus pés furiosos batiam contra as escadas de madeira. A menina estava com um bico do tamanho do Empire State, enquanto Harry tinha um sorriso de quem acabou de fazer merda. A porta do quarto foi batida com tanta força que até mesmo o quadro caiu ao chão.
- Eu agradeceria se você não quebrasse meu quarto.
-Ah! Cala a boca, Styles.
-Sim senhora, Styles.
  Marina continuou de pé, com os braços cruzados sobre o peito e uma tromba enorme. Harry também ficou em pé. Sempre foi chato, mas era do tipo educado que só senta se você sentar. Tantos pensamentos diferentes rondavam suas mentes.
- Tá com esse riso no rosto por quê?
  Ele apenas gargalhou alto. "Mas que sorriso lindo" ela quis se bater ao pensar aquilo. Mas logo ele parou de sorrir e ficou sério, olhando para seu rosto com um semblante desafiador.
- Não acredito que vou ter que passar a Ação de Graças no meu quarto por causa de uma fedelha. Tem razão, por que será que eu estou rindo?
- Ah, cresce e vira homem!
- Você não acha que eu sou homem?
  Ela olhou para ele e gargalhou com deboche.
- Não mesmo.
- Vem cá então que eu te mostro o homem.
- Nossa, to caindo na gargalhada.
  Marina caminhou até a janela e ficou olhando as luzinhas de Natal no jardim. Seu estômago roncava por um pedaço daquele frango que estava sobre a mesa de jantar. Ah, e como queria um pouco daquele vinho que estava na geladeira. Mas não, estava presa com seu maior pesadelo.
 Sentiu seu coração saltar do peito quando se virou e Harry estava atrás de si, parado e olhando em seus olhos. Como sentia inveja por ele ter olhos tão lindos; ele também sentia inveja, só que daquela boca que nunca teve a chance de tocar. Os braços da menina continuavam no mesmo lugar, mas sua respiração começava a ficar mais rápida. Ele também tentava ao máximo manter calma. Tinha que tirá-la do sério sem perder seus sentidos. 
  Sua mão parou do lado esquerdo da mandíbula da garota e, Deus! Só ela sabia o quanto queria fechar os olhos.
- Harry. - Sua voz saiu mais falha do que o planejado. - O que você tá fazendo?
- Ah, qual é Mar. Todo mundo sabe que você tem uma queda por mim.
  Queda? Se Bin Laden tivesse descoberto o tamanho do penhasco que Marina cultivava por Harry o número de mortes seria muito mais alto. 
  Antes que os lábios do menino pudesse tocar sua testa, Marina desviou e se sentou na cama.
- Acho que você bebeu vinho de mais.
  Ele riu e se sentou na cama ao lado dela. Pelos cálculos rápidos e óbvios que Marina tinha na cabeça, aquela ponta da cama de solteiro não seria o suficiente para os dois se sentarem. Mas antes que ela pudesse se levantar ele a segurou pelo braço e a manteve ali, os olhos fixos um ao outro. Soltou uma risada tímida e Marina suspirou.
- É tempo de perdão, certo?
  Antes que ela pudesse soltar um ferrão contra ele, foi agarrada pelos cabelos e puxada para um beijo que sempre quis, o que nunca teve coragem de admitir. Quer dizer, por que todas as meninas podiam ter seu primo e ela não? Quando seus hálitos se separaram e apenas as testas continuaram em contato os dois estavam procurando por um ar que parecia ter deixado o quarto. Ela tinha certeza que ele iria se levantar quando deu o seu pior sorriso, mas antes que isso acontecesse ela o puxou para mais perto e sussurrou.
- Acho que posso te perdoar por hoje.
  Ele pensou em se levantar e cantar vitória sobre a prima, jura que pensou. Mas quando a boca quente da menina entrou em contato com a dele toda a razão fugiu à sua mente. Por quanto tempo não desejou a prima bem daquele jeito, entregue? Antes que a coisa ficasse mais forte, se levantou. Jura que ouviu a menina reclamar, mas quando ele trancou a porta viu um sorriso no rosto da garota. Ela se levantou rapidamente e pulou no colo dele, dando os beijos mais eletrizantes que ele já havia sentido. Ele sorriu entre o beijo, ela tinha certeza disso, mesmo que soubesse que ele jamais admitiria.
  Alguns minutos depois e ele já estava deitado sobre ela, apoiado apenas pelo cotovelo esquerdo e acariciando seu rosto com o direito. O beijo cada vez mais forte. Mesmo que não tivessem feito nada além disso, ela podia sentir todo o corpo em alerta, tenso. Não se importava se fosse apenas aquela noite, ela mesma já havia deixado a cama de caras sem nem mesmo dar bom dia. Apenas tinha que tê-lo ali e agora.
 Ela já estava com as mão a caminho da calça de Harry quando ele tirou a boca da menina. Ela ficou confusa, com medo de ter feito algo errado.
- Você é virgem?
  Ela tentou dizer com palavras, mas tudo o que conseguiu foi mexer a cabeça. Tinha certeza que ele a deixaria ali na mesma hora, mas ao invés disso ele sorriu sacana e desceu até a barriga da menina e distribuiu o máximo de beijos que achou necessário. Ela suspirava a cada respiração dele contra sua pele quente.  Ele queria acabar logo com aquilo. Ir até a parte mais profunda da garota e acabar com suas necessidades. Mas sabia que se fizesse isso a prima acharia que toda aquela fama da amiga era só papo de comerciante. 
  Não precisou fazer muito malabarismo para tirar o short da garota e fazê-la morder os lençóis para não gritar. Ela se contorcia em sua boca e ele sorria a cada movimento. Alguns minutos depois Marina se sentou e ele a olhou confusa, mas antes que protestasse a menina tirou a blusa dela e o beijou. Sussurrou contra seu ouvido o mais baixo e controlado que conseguiu fazer.
- Já é quase meia noite e daqui a pouco alguém vai bater na porta nos chamando pra comer. Eu já estou mais que excitada, se é o que queria fazer. Além disso, pelo volume que tem nas suas calças to começando a ficar com medo que você acabe se machucando por estar apertado, e eu não saio daqui em quanto a gente não acabar. Então que tal parar de palhaçada e me foder logo?
  Não era de seu costume falar a palavra "foder" nesse contexto, mas ela já estava fora do sério com aquela situação. Seu primo havia a levado a um lugar que ninguém jamais havia levado, fosse pelo seu desejo ou pelo homem que ele era. Harry não resmungou. Tratou de tirar toda a roupa e se colocar entre as pernas da menina. Alguns segundos foi tudo o que aconteceu para que os dois estivessem tentando se beijar para tentar conter os gemidos. Mas dizer que estava dando certo seria ser gentil. Por mais que tentassem, as vezes alguns barulhinhos insistentes saiam. Mas, graças ao bom Deus, não demorou muito para que Harry tivesse seu momento de "explosão", quando Marina estava no seu segundo. Os dois caíram lado a lado. Quer dizer, Marina na cama e Harry se estabacou no chão. Os dois caíram na risada. Bem a tempo de ouvirem batidas na porta e se levantarem correndo, catando todas as roupas.
- A porta tá trancada, espero que não tenha ninguém morto aí dentro.
-Não tia, relaxa.
- Estávamos só jogando cartas mãe.
  Mariana olhou para Harry e começou a rir de sua desculpa patética.
- Ok... O jantar está servido. Melhor descer antes que tio Ray coma tudo.
  Se vestiram e desceram às pressas, mas antes de entrar na sala de estar Harry a puxou pelo braço e sussurrou em seu ouvido. 
- Espero ficar mais vezes de castigo.



Hey!
  Espero que tenha gostado Mari. Demorou, mas chegou. Beijo beijo e feliz Ano Novo.

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