When you fall asleep
With your head upon my shoulder...
With your head upon my shoulder...
Capítulo Um-
Ruby caminhava pelo corredor do colégio distraída quando sentiu o coração pular do peito, pelo pulo que seu namorado havia dado ao seu lado.
- Oi gatinha!
- Oi Tris!
Um selinho estalado foi dado e os dois continuaram andando abraçados até seus armários, um ao lado do outro. Parece até história de filme, mas os dois se conheceram quando Tristan mudou de colégio e seu armário ficou bem ao lado do de Ruby.A garota se apaixonou por ele no instante em que ele a fez sorrir pela primeira vez. Desde então não se desgrudam.
- Cadê o Connor?
- Foi numa festa ontem e acordou atrasado.
- Quando será que ele vai mudar?
- Quando quebrar a cara. Ou se apaixonar.
A risada de Ruby ressoou pelo corredor quando Tristan disse a palavra " apaixonar " se referindo a Connor. Era mais fácil vacas voarem e porcos falarem.
- Falando no diabo...
Connor virou o corredor na hora em que falaram seu nome. Com óculos e uma cara de quem comeu e não gostou, se aproximou dos amigos, dando um beijo na bochecha de Ruby e um abraço "de homem" em Tristan.
- Vocês querem pegar um cinema hoje de noite?
- Claro. Posso ir direto pra sua casa?
- E algum dia você já saiu de lá?
Os três começaram a rir com o comentário de Connor. Desde que se conheceram Tristan e ele também não se desgrudam. A diferença é que se conhecem desde que começaram a usar o penico.
- Vou ter que pular fora dessa pessoal. Acampamento com as meninas.
Depois de reclamar um pouco, Tristan fez um biquinho e os dois começaram a se pegar. Connor ficou sobrando e saiu de perto dos dois cegos, como costumava dizer.
Connor sempre foi o típico garoto que adora se divertir, mas odeia um namoro. Já havia ficado com boa parte das garotas da escola. Amado por todas, odiado por todos os pais. Não que ele se importasse, claro.
***
Tristan e Ruby começaram a rir quando Connor fingiu que atirou na própria cabeça. As aulas de Inglês da senhorita Genisis eram as mais chatas e longas. Como Tristan costumava dizer, só não eram piores porque o corpo dela distraia os longos minutos. Logo depois, recebia um olhar reprovador de Ruby. Isso sempre fazia Connor rir.
- Algum problema senhor Ball?
- Eu só estava comentando com Ruby e Tristan como Shakespeare era maluco.
- E qual é o fundamento da sua afirmação?
- Ele matou dois amantes, que tipo de pessoa faz isso? Quer dizer, por que não deixá-los vivos para terem 43 filhos e serem felizes para sempre?
- Pera aí - Ruby deu uma risada de deboche - Você, Connor Ball, está defendendo o amor?
- É- Tristan ria enquanto olhava incrédulo para o amigo - Acho que deveríamos pegar um gravador e pedir para ele repetir.
A turma inteira concordou e então começou a rir.
- Ha ha ha muito engraçado. Mas eu também tenho um coração.
Connor apontou para o próprio peito, então olhou para a professora. Tristan riu ainda mais quando viu a cena. A professora apenas rolou os olhos.
-"O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; o amor não se ufana, não se ensoberbece; O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier.''
A turma voltou a olhar para a professora. Era possível sentir que os alunos haviam criado algum tipo de interesse pela discussão.
- Essa é uma frase do filme " Um amor para recordar". E também aparece na bíblia. O amor entre Romeu e Julieta era bonito ao ponto de um não querer viver sem o outro.
- Como em Crepúsculo, Eclipse.
A turma começou a debochar, mas logo a professora cortou a chance daquilo se tornar motivo de diretoria.
- Não riam, é isso mesmo Brian. Esse é um tipo de amor tão grande que você simplesmente não se imagina sem a pessoa. E isso fez com que esse fosse um dos maiores romances ingleses, quiçá do mundo. O " Felizes para sempre" você encontra em histórias de princesas e qualquer filme romântico, ou pelo menos a maioria. Mas um amor proibido que termina sem esse final feliz é algo difícil de se criar. Não que vá além da compreensão de um bom escritor, mas como matar os dois apaixonados sem que os espectadores queiram matar o criador? Foi isso que fez com que se tornasse uma historia tão fascinante. Shakespeare matou os grandes amantes e arrancou suspiros dos apaixonados na vida real. Essa é a grande magia. É uma dor, eu entendo. Também sofro até hoje quando vejo o filme ou leio o livro, mas aquela espectativa do que poderia ter acontecido é o que nos faz amar tanto essa história. " Será ", " e se", " quem sabe". Essas são as palavras que dão ao ser humano a possibilidade de sonhar. E Shakespeare foi genial ao fazer isso, ao impor essas palavras em uma história, que pela conformidade, tem início meio e fim. É verdade, o filme terminou com a morte dos dois. Mas a nossa mente continua a trabalhar com as possibilidades.
Continua...
O capítulo tá curtinho, mas vocês sabem como eu sou. Alguns capítulos pode-se ler em 2 minutos, outros em 10.
Espero que vocês gostem dessa fic. Podem comentar bastante e mandar para todas as suas amigas vampetes.

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