Capítulo 3
Are you going to age with grace?
Are you going to age without mistakes?
- Espera, então você tá dizendo que funcionou?
Amanda se levantou irritada olhando para as meninas e para as próprias roupas. Mas o que diabos estava acontecendo ali?
- Caso permita-me perguntar, o que funcionou?
A menina caminhou até o espelho admirando o próprio reflexo. Aquele era seu corpo, mas seu cabelo estava colorido, suas unhas estavam com algum tipo de coloração estranha e aquelas roupas... Algo estava muito errado.
- Você...
- Espera - Antes que Mariana pudesse continuar a falar, Marty a interrompeu. - Quem é você?
- Eu me chamo Amanda DeLafro Zapeta Rodriguez. Sou a princesa de Altemar.
As meninas se olharam, temerosas. Então o jogo havia funcionado, e aquela que se olhava estranhando a si própria no espelho não era Ruby, mas sim Amanda. Elas estavam encrencadas, muito encrencadas.
- Puta.
- Que.
- Pariu.
Marty, JJ e Mariana disseram em sequência enquanto se sentavam na cama, também em sequência. Aquilo não podia estar acontecendo. Não com elas. Embora Marty soubesse que era culpa delas, era surreal de mais para acreditar. A antiga Ruby, vulgo Amanda, estava "encarnada" no corpo da atual... Ou seja lá como isso for, é muito confuso.
- Bem, se me permitem perguntar eu gostaria de saber onde estou e que trajes são esses. São extremamente... Curtos.
Mariana olhava para a garota sem acreditar no que estava acontecendo. Elas iriam presas, ou mortas, ou sua amiga seria esfolada viva por cientistas malucos. Jesus, o que elas tinham feito? Não, ela era muito nova pra isso. Jovem de mais para ser presa ou morta.
Por outro lado, havia um ponto positivo em Ruby não ser mais Ruby. Talvez Mariana tivesse uma chance com Tristan, mesmo que mínima. Isso fez com que ela desse um sorriso de canto de boca, que logo desapareceu quando lembrou que se descobrissem seria interrogada ou algo do tipo.
- Existe um jogo.- Marty olhou para JJ e para Mariana, perguntando com os olhos se deveria continuar. - Chamado Old Life. Nesse jogo as pessoas invocam espíritos e a "vítima", como nós chamamos, tem a chance de ter seu antigo espírito em seu corpo.
- Bruxaria?
- Mais ou menos, eu acho.
Amanda balançava a cabeça de vagar, parecendo entender. Mas na verdade, não estava entendendo nada. O que aquilo tinha a ver com ela? E onde estavam seus pais e o reino onde vivera desde criança?
- Você disse que era princesa. - Mariana continuou. - Mas só que esse tipo de governo não existe a muito tempo. Não com tanta intensidade.
Amanda deu uma risada, balançando a cabeça.
- Você tá tentando dizer...
Engasgou com as próprias palavras, soluçando. Aquilo não podia ser real. Na verdade, ela nem mesmo estava acreditando naquilo. Só queria seus pais e suas roupas.
- Você está morta. Sabe Deus à quantos anos e porquê.
Foi o suficiente para a menina rir histericamente enquanto chorava. As outras estavam tão apavoradas quanto a princesa. Queriam sua amiga de volta e sair daquele quarto sem que ninguém ficasse sabendo.
Ficaram vendo Amanda chorar, apenas chorar, já que não ria a algum tempo. Totalmente perdidas sobre o que fazer ou se deveriam chamar alguém. Então Marty se levantou e pegou o telefone, digitando os números com as mãos tremendo. Alguns minutos depois a pessoa do outro lado da linha atendeu, 3 Marty disse rápido de mais, fazendo com que a outra pessoa pedisse para que ela repetisse.
- Vocês precisam vir pra cá A G O R A. Nós estamos na casa da Ruby. Sem perguntas, só venham aqui por favor.
Desligou sem ouvir resposta. Mas seu tom de voz foi suficiente para fazer com que Tristan arrumasse suas coisas desesperado.
- Ei! Por que tanta pressa? O filme tá só na metade.
Devido ao mal tempo, resolveram assistir os filmes em casa mesmo. Àquela altura, Tristan estava dando graças a Deus por isso. Connor por sua vez, olhava o amigo confuso.
- Era Marty. Ela não quis me dizer o que tinha acontecido, mas pela voz dela aconteceu alguma coisa.
Connor levantou num pulo, pegando o celular e a carteira. Saíram no carro em disparada. Àquela hora da noite a rua estava vazia, com apenas alguns festeiros em bares ou voltando à pé para suas casas. Em menos de 10 minutos já estavam batendo na porta da namorada de Tristan.
- Entra.
Connor nem mesmo precisou colocar os pés dentro da casa, pois Marty o puxou pela camisa.
- Calma gata, que tal usar isso em outro cômodo?
Apenas rolou os olhos. Quando todos já estavam no quarto da dona da casa, a cena pareceu um pouco estranha. Ruby/Amanda estava sentada na cama chorando, e ao invés das amigas estarem abraçadas com ela, estavam paradas perto da porta olhando-a com pena e dúvida.
Tristan teve uma reação instantânea: correu para a namorada, tentando envolvê-la em seus braços para confortá-la. Mas para a surpresa do garoto, essa se afastou e o olhou confusa.
- Ruby, amor. O que foi?
A menina continuou calada, chorando e olhando feio pra ele. E o menino estava cada vez mais confuso, já estava com medo e desesperado.
- Essa não é a Ruby. - JJ começou abfalar e chorar ao mesmo tempo. - A gente foi jogar Old Life e a Ruby se ofereceu. Aí ela dormiu e quando acordou já não era mais ela. Essa é a Amanda sei lá das quantas, princesa de sei lá o que. Tristan pelo amor de Deus, faz alguma coisa. Desculpa a gente. Tava tudo um tédio e aí a Ruby teve a ideia e a gente aceitou. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa.
Todos estavam calados e assustados. Primeiro porque aquela história sendo dita em voz alta tornava tudo real. E segundo, porque ninguém nunca ouviu JJ falar tanto e tão rápido. A menina chorava desesperadamente no abraço de Mariana, que também estava chorando. Logo, as três choravam enquanto Connor e Tristan olhavam tudo sem acreditar.
Tristan só queria sua namorada de volta, correndo para seus braços como sempre fazia quando se viam. E Connor só queria que todas aquelas quatro meninas parassem de chorar. Podia ser o cafajeste que fosse, mas odiava ver meninas chorando.
Saiu com as meninas do quarto para a sala, deixando Connor com Ru... Amanda. Precisavam de uma solução, e Connor e Amanda eram as pessoas que menos poderiam ajudar com aquilo. Era bom que a menina ficasse no quarto, porque no estado em que estava, seria assustador para ela ouvir a conversa. E ela não podia ficar sozinha, então deixaram Connor com ela, para que não ficasse fazendo palhaçadas.
***
- A gente tem que dar um jeito nisso AGORA.
Mariana disse nervosa para os outros, em meio a soluços. Todos se surpreenderam ao ver Mariana tão nervosa com a situação. Marty esperava que Mariana se aproveitasse disso tudo para dar encima de Tristan, mas ela estava tão desesperada quanto todos.
- Eu sei disso, fica calma. - Tristan disse, com a voz chorosa. Estava tentando ser forte, mas estava muito abalado. - Não tem nenhuma instrução na internet de como reverter isso?
- Enquanto vocês estavam a caminho eu olhei no celular. Só tinham depoimentos de pessoas que tinham conseguido voltar, mas nada sobre comofizeram isso.
Todos bufaram, frustrados com o único pingo de esperança. Mariana estava agarrada ao tórax de JJ, fungando. Marty olhava para o abajur que iluminava a sala e Tristan olhava para cima, pensando em uma solução.
- Bem, pelo visto não vai ser hoje que vamos trazê-la de volta.
- Então...
- Então temos que manter a Amanda viva até arrumarmos um jeito.
Todos olharam sem entender.
- Certo, hoje é é sexta, então nós temos o final de semana. Eu e a Marty vamos procurar uma forma de trazê-la de volta. Alguém que tenha passado por isso.
- Certo.
- Mariana e JJ vão ficar encarregadas de descobrir quem foi a Amanda, e o Connor cuida dela. Ensina como se comportar hoje em dia e vira o "segurança" dela.
- Espera! - Marty interrompeu balançando a cabeça em negação. - Por que o Connor? Nós somos as melhores amigas dela, e tem a Mariana.
- Porque ele é o mais espontâneo entre nós.
Todos continuaram olhando para Tristan, em discordância. Ele balançou a cabeça e a abaixou, deixando uma lágrima cair. Induziu as meninas a se sentarem nos sofás e se sentou também, apoiando a testa nas mãos.
- A menina que está lá em cima não é alguém como nós. Ela age diferentemente da gente, fala de um jeito diferente. O Connor é a pessoa mais espontânea e vai ensinar a ela como se comportar de acordo com esse século.
***
A garota havia parado de chorar e ido para o espelho, admirar o próprio reflexo. Connor a olhava, confuso.
- Será que o cavalheiro poderia ser mais discreto ao me admirar?
Ele abaixou os olhos, envergonhado por ter sido pego. Quando levantou novamente o rosto, reprovando o fato de ter se sentido envergonhado, a menina estava segurando as pontas coloridas de seu cabelo. Ele sorriu com a ação fofa e impensada da garota.
- Então... Amanda?
- Isso mesmo. Amanda DeLafro Zapeta Rodriguez. - Estendeu a mão para o menino, para que ele beijasse suas costas. - Você é?
- Connor. Connor Ball.
Ele beijou, mesmo achando aquele cumprimento antiquado. Logo, a menina voltou para o espelho, olhando agora suas unhas.
- O que é... Isso?
Ela apontou para as próprias unhas, se referindo à camada de esmalte azul que estava ali. Connor riu.
- Isso é esmalte. As meninas usam isso pra ficarem " bonitas ". E pelo cheiro que está nesse quarto, a Ruby pintou a não muito tempo.
- Ruby... Quem é essa dama de quem vocês tanto falam?
- Bem, ela é... Você.
Ele disse isso coçando a nuca, e Amanda achou isso ligeiramente fofo.
- Certo! - Tristan entrou, batendo as mãos. - Temos um plano.
Amanda se levantou irritada olhando para as meninas e para as próprias roupas. Mas o que diabos estava acontecendo ali?
- Caso permita-me perguntar, o que funcionou?
A menina caminhou até o espelho admirando o próprio reflexo. Aquele era seu corpo, mas seu cabelo estava colorido, suas unhas estavam com algum tipo de coloração estranha e aquelas roupas... Algo estava muito errado.
- Você...
- Espera - Antes que Mariana pudesse continuar a falar, Marty a interrompeu. - Quem é você?
- Eu me chamo Amanda DeLafro Zapeta Rodriguez. Sou a princesa de Altemar.
As meninas se olharam, temerosas. Então o jogo havia funcionado, e aquela que se olhava estranhando a si própria no espelho não era Ruby, mas sim Amanda. Elas estavam encrencadas, muito encrencadas.
- Puta.
- Que.
- Pariu.
Marty, JJ e Mariana disseram em sequência enquanto se sentavam na cama, também em sequência. Aquilo não podia estar acontecendo. Não com elas. Embora Marty soubesse que era culpa delas, era surreal de mais para acreditar. A antiga Ruby, vulgo Amanda, estava "encarnada" no corpo da atual... Ou seja lá como isso for, é muito confuso.
- Bem, se me permitem perguntar eu gostaria de saber onde estou e que trajes são esses. São extremamente... Curtos.
Mariana olhava para a garota sem acreditar no que estava acontecendo. Elas iriam presas, ou mortas, ou sua amiga seria esfolada viva por cientistas malucos. Jesus, o que elas tinham feito? Não, ela era muito nova pra isso. Jovem de mais para ser presa ou morta.
Por outro lado, havia um ponto positivo em Ruby não ser mais Ruby. Talvez Mariana tivesse uma chance com Tristan, mesmo que mínima. Isso fez com que ela desse um sorriso de canto de boca, que logo desapareceu quando lembrou que se descobrissem seria interrogada ou algo do tipo.
- Existe um jogo.- Marty olhou para JJ e para Mariana, perguntando com os olhos se deveria continuar. - Chamado Old Life. Nesse jogo as pessoas invocam espíritos e a "vítima", como nós chamamos, tem a chance de ter seu antigo espírito em seu corpo.
- Bruxaria?
- Mais ou menos, eu acho.
Amanda balançava a cabeça de vagar, parecendo entender. Mas na verdade, não estava entendendo nada. O que aquilo tinha a ver com ela? E onde estavam seus pais e o reino onde vivera desde criança?
- Você disse que era princesa. - Mariana continuou. - Mas só que esse tipo de governo não existe a muito tempo. Não com tanta intensidade.
Amanda deu uma risada, balançando a cabeça.
- Você tá tentando dizer...
Engasgou com as próprias palavras, soluçando. Aquilo não podia ser real. Na verdade, ela nem mesmo estava acreditando naquilo. Só queria seus pais e suas roupas.
- Você está morta. Sabe Deus à quantos anos e porquê.
Foi o suficiente para a menina rir histericamente enquanto chorava. As outras estavam tão apavoradas quanto a princesa. Queriam sua amiga de volta e sair daquele quarto sem que ninguém ficasse sabendo.
Ficaram vendo Amanda chorar, apenas chorar, já que não ria a algum tempo. Totalmente perdidas sobre o que fazer ou se deveriam chamar alguém. Então Marty se levantou e pegou o telefone, digitando os números com as mãos tremendo. Alguns minutos depois a pessoa do outro lado da linha atendeu, 3 Marty disse rápido de mais, fazendo com que a outra pessoa pedisse para que ela repetisse.
- Vocês precisam vir pra cá A G O R A. Nós estamos na casa da Ruby. Sem perguntas, só venham aqui por favor.
Desligou sem ouvir resposta. Mas seu tom de voz foi suficiente para fazer com que Tristan arrumasse suas coisas desesperado.
- Ei! Por que tanta pressa? O filme tá só na metade.
Devido ao mal tempo, resolveram assistir os filmes em casa mesmo. Àquela altura, Tristan estava dando graças a Deus por isso. Connor por sua vez, olhava o amigo confuso.
- Era Marty. Ela não quis me dizer o que tinha acontecido, mas pela voz dela aconteceu alguma coisa.
Connor levantou num pulo, pegando o celular e a carteira. Saíram no carro em disparada. Àquela hora da noite a rua estava vazia, com apenas alguns festeiros em bares ou voltando à pé para suas casas. Em menos de 10 minutos já estavam batendo na porta da namorada de Tristan.
- Entra.
Connor nem mesmo precisou colocar os pés dentro da casa, pois Marty o puxou pela camisa.
- Calma gata, que tal usar isso em outro cômodo?
Apenas rolou os olhos. Quando todos já estavam no quarto da dona da casa, a cena pareceu um pouco estranha. Ruby/Amanda estava sentada na cama chorando, e ao invés das amigas estarem abraçadas com ela, estavam paradas perto da porta olhando-a com pena e dúvida.
Tristan teve uma reação instantânea: correu para a namorada, tentando envolvê-la em seus braços para confortá-la. Mas para a surpresa do garoto, essa se afastou e o olhou confusa.
- Ruby, amor. O que foi?
A menina continuou calada, chorando e olhando feio pra ele. E o menino estava cada vez mais confuso, já estava com medo e desesperado.
- Essa não é a Ruby. - JJ começou abfalar e chorar ao mesmo tempo. - A gente foi jogar Old Life e a Ruby se ofereceu. Aí ela dormiu e quando acordou já não era mais ela. Essa é a Amanda sei lá das quantas, princesa de sei lá o que. Tristan pelo amor de Deus, faz alguma coisa. Desculpa a gente. Tava tudo um tédio e aí a Ruby teve a ideia e a gente aceitou. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa.
Todos estavam calados e assustados. Primeiro porque aquela história sendo dita em voz alta tornava tudo real. E segundo, porque ninguém nunca ouviu JJ falar tanto e tão rápido. A menina chorava desesperadamente no abraço de Mariana, que também estava chorando. Logo, as três choravam enquanto Connor e Tristan olhavam tudo sem acreditar.
Tristan só queria sua namorada de volta, correndo para seus braços como sempre fazia quando se viam. E Connor só queria que todas aquelas quatro meninas parassem de chorar. Podia ser o cafajeste que fosse, mas odiava ver meninas chorando.
Saiu com as meninas do quarto para a sala, deixando Connor com Ru... Amanda. Precisavam de uma solução, e Connor e Amanda eram as pessoas que menos poderiam ajudar com aquilo. Era bom que a menina ficasse no quarto, porque no estado em que estava, seria assustador para ela ouvir a conversa. E ela não podia ficar sozinha, então deixaram Connor com ela, para que não ficasse fazendo palhaçadas.
- A gente tem que dar um jeito nisso AGORA.
Mariana disse nervosa para os outros, em meio a soluços. Todos se surpreenderam ao ver Mariana tão nervosa com a situação. Marty esperava que Mariana se aproveitasse disso tudo para dar encima de Tristan, mas ela estava tão desesperada quanto todos.
- Eu sei disso, fica calma. - Tristan disse, com a voz chorosa. Estava tentando ser forte, mas estava muito abalado. - Não tem nenhuma instrução na internet de como reverter isso?
- Enquanto vocês estavam a caminho eu olhei no celular. Só tinham depoimentos de pessoas que tinham conseguido voltar, mas nada sobre comofizeram isso.
Todos bufaram, frustrados com o único pingo de esperança. Mariana estava agarrada ao tórax de JJ, fungando. Marty olhava para o abajur que iluminava a sala e Tristan olhava para cima, pensando em uma solução.
- Bem, pelo visto não vai ser hoje que vamos trazê-la de volta.
- Então...
- Então temos que manter a Amanda viva até arrumarmos um jeito.
Todos olharam sem entender.
- Certo, hoje é é sexta, então nós temos o final de semana. Eu e a Marty vamos procurar uma forma de trazê-la de volta. Alguém que tenha passado por isso.
- Certo.
- Mariana e JJ vão ficar encarregadas de descobrir quem foi a Amanda, e o Connor cuida dela. Ensina como se comportar hoje em dia e vira o "segurança" dela.
- Espera! - Marty interrompeu balançando a cabeça em negação. - Por que o Connor? Nós somos as melhores amigas dela, e tem a Mariana.
- Porque ele é o mais espontâneo entre nós.
Todos continuaram olhando para Tristan, em discordância. Ele balançou a cabeça e a abaixou, deixando uma lágrima cair. Induziu as meninas a se sentarem nos sofás e se sentou também, apoiando a testa nas mãos.
- A menina que está lá em cima não é alguém como nós. Ela age diferentemente da gente, fala de um jeito diferente. O Connor é a pessoa mais espontânea e vai ensinar a ela como se comportar de acordo com esse século.
A garota havia parado de chorar e ido para o espelho, admirar o próprio reflexo. Connor a olhava, confuso.
- Será que o cavalheiro poderia ser mais discreto ao me admirar?
Ele abaixou os olhos, envergonhado por ter sido pego. Quando levantou novamente o rosto, reprovando o fato de ter se sentido envergonhado, a menina estava segurando as pontas coloridas de seu cabelo. Ele sorriu com a ação fofa e impensada da garota.
- Então... Amanda?
- Isso mesmo. Amanda DeLafro Zapeta Rodriguez. - Estendeu a mão para o menino, para que ele beijasse suas costas. - Você é?
- Connor. Connor Ball.
Ele beijou, mesmo achando aquele cumprimento antiquado. Logo, a menina voltou para o espelho, olhando agora suas unhas.
- O que é... Isso?
Ela apontou para as próprias unhas, se referindo à camada de esmalte azul que estava ali. Connor riu.
- Isso é esmalte. As meninas usam isso pra ficarem " bonitas ". E pelo cheiro que está nesse quarto, a Ruby pintou a não muito tempo.
- Ruby... Quem é essa dama de quem vocês tanto falam?
- Bem, ela é... Você.
Ele disse isso coçando a nuca, e Amanda achou isso ligeiramente fofo.
- Certo! - Tristan entrou, batendo as mãos. - Temos um plano.
Continua...
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